Volta e meia, no decorrer da minha vida, ouço pessoas dizendo que devemos gostar de nós mesmos, que devemos nos amar, nos valorizar e que devemos encontrar a pessoa mais linda do mundo todas as manhãs... No espelho! Ou seja, devemos ter uma auto-estima no mínimo existente.
Concordo. Claro, como um ser profundamente espiritual, reconheço a importância do amor-próprio. Porém, ao refletir sobre este assunto, dos pensamentos retorcidos na minha mente saltam perguntas interessantes: então, porque existem pessoas que não vibram? Pessoas frustradas? Aborrecidas? Rancorosas? Pessoas que odeiam? Ora, me parece óbvio que pessoas magoadas com algo, primeiro magoaram-se consigo mesmas. Deste modo, afirmo que a dor que sentimos é apenas a dor que criamos. Resultado trágico do ódio-próprio, do desprezo-próprio, não do amor. Mas como todas as coisas, existe um motivo para esta falta de energia positiva. Essas pessoas não praticam o autoconhecimento.
Autoconhecimento? Sim, apenas isso. Ou então me diga, podemos gostar de algo que não conhecemos? Você pode amar a si mesmo se não se conhece? Se ainda não mensurou sua capacidade, suas habilidades e a grande diferença que pode fazer no mundo?
Eis a necessidade de conhecer a si mesmo, eis a importância desta prática. Se autoconhecer é sondar o seu interior, para entender o seu exterior. É um estudo de si mesmo. Se autoconhecer é questionar-se, saber o que gosta e o que não gosta, o que admira e o que repudia, o que te faz bem e o que te enfraquece. Uma pessoa que se questiona, se define. Conhece suas limitações e aprende a flexibilidade. Torna-se forte e capaz de conviver com todas as situações da vida. Boas ou más.
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