sábado, 5 de março de 2011

Estranha...

Era uma menina incerta
Ora cheia de idéias
Ora estava deserta.

Talvez absorta em pensamentos
Quem sabe, no ‘mundo da lua’,
Talvez aproveitando os momentos
Ou sonhando com o barulho da chuva.

Gostava de dormir na areia,
Usar cachecol no verão,
Estudar a aranha na teia
Ou ler sobre Napoleão.

Admirava concentrada, as rochas
Pensando que eram castelos
Pegava na praia as conchas,
Que trazia o mar belo.

Era difícil entender
Mas tentava acreditar
Mirava com olhar profundo, a flor
Esperando vê-la desabrochar.

Menina estranha
Talvez perturbada
Não fazia mãnha
Vivia calada.

Queria mergulhar no oceano
Tocar o topo do céu,
Queria confundir o engano
E morar numa casa de mel.

Queria pular de um penhasco
Sentir a gravidade a chamar,
Sabendo que num último espaço
Mesmo sem asas, poderia voar.



4 comentários:

  1. nossa, eu me sinto assim sempre. Adorei, você sim tem um talento incrível. Parabéns! *-*

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  2. Nossa... que bucólico, e mesmo assim intenso... leve mas pesado... doce mas pintado com um leve tom que só sugere o amargo... Muito bonito mesmo. Mesmo.

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