Era uma menina incerta
Ora cheia de idéias
Ora estava deserta.
Talvez absorta em pensamentos
Quem sabe, no ‘mundo da lua’,
Talvez aproveitando os momentos
Ou sonhando com o barulho da chuva.
Gostava de dormir na areia,
Usar cachecol no verão,
Estudar a aranha na teia
Ou ler sobre Napoleão.
Admirava concentrada, as rochas
Pensando que eram castelos
Pegava na praia as conchas,
Que trazia o mar belo.
Era difícil entender
Mas tentava acreditar
Mirava com olhar profundo, a flor
Esperando vê-la desabrochar.
Menina estranha
Talvez perturbada
Não fazia mãnha
Vivia calada.
Queria mergulhar no oceano
Tocar o topo do céu,
Queria confundir o engano
E morar numa casa de mel.
Queria pular de um penhasco
Sentir a gravidade a chamar,
Sabendo que num último espaço
Mesmo sem asas, poderia voar.
nossa, eu me sinto assim sempre. Adorei, você sim tem um talento incrível. Parabéns! *-*
ResponderExcluirObrigada :]
ResponderExcluirNossa... que bucólico, e mesmo assim intenso... leve mas pesado... doce mas pintado com um leve tom que só sugere o amargo... Muito bonito mesmo. Mesmo.
ResponderExcluirObrigada Marcos. (:
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